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Chrystian & Ralf

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Sobre o Artista

Chrystian e Ralf, nomes que dispensam qualquer tipo de referência ou apresentação. Já registraram suas presenças na história da música popular brasileira com estilo marcante e excelente técnica e perfeição nos vocais. A trajetória musical da dupla começou na infância e com uma bagagem profissional de anos de estrada, se consolidaram como uma das principais duplas do país.

“A gente começou em 1920…”, brinca Ralf.

Exageros à parte, os primeiros passos no mundo artístico dos irmãos Chrystian José Pereira da Silva Neto e Ralf Richardson da Silva foram dados bem cedo. Desde pequenos acompanhavam o pai Mário e o tio Plínio nas serestas que faziam em Goiânia, noite afora, cantando sucessos da música sertaneja. A mãe Eunice, que fazia teatro infantil, também participava.

Chrystian ou “Zezinho”, como era conhecido, com pouco mais de 6 anos, apresentava-se no ‘Clube do Anhanguera Mirim’, comandado por Magda Santos, em Goiânia. Em menos de um ano, ganhou um programa só seu: o ‘Pinguinho de Gente’. E virava-se muito bem diante das câmeras! Ralf, que mal havia saído das fraldas, também ensaiava seus primeiros agudos. Nessa época, Chrystian ganhou seu primeiro prêmio: a gravação de um disco em São Paulo como o melhor cantor do Estado. O disco nunca saiu do papel…

Conforme o tempo foi passando, eles foram percebendo que Goiânia oferecia menos oportunidades de desenvolvimento no campo musical; decidiram, então, mudar-se para São Paulo. O pai acreditava que assim os filhos teriam a chance de realizar o maior sonho: tornarem-se uma dupla sertaneja. Mesmo com a mudança para São Paulo, as dificuldades continuaram grandes, tanto que, para não passarem fome, pegavam as sobras de arroz e feijão das calçadas da zona cerealista, no bairro do Brás. Eles varriam os cereais, juntavam e levavam para a mãe cozinhar. Todos os dias, Chrystian e o pai caminhavam da Vila Gustavo até a TV Bandeirantes, no bairro do Morumbi, atrás de uma chance. Ralf, por ser muito pequeno, ficava em casa. Chrystian confessa que o cansaço não era nada; duro mesmo era ter que ver o pai passando mal durante o trajeto, devido aos problemas de saúde.

Depois de muita luta, eles conseguiram uma chance. Cantaram ao vivo, no programa de Vicente Leporace e foi um sucesso; saíram de lá contratados. Surgiram, então, as primeiras gravações da dupla, em português e inglês, sob os nomes de ‘Os Pássaros’ e ‘Charles & Ralf’.

– Os pais – “O nosso pai, Mário Pereira da Silva, era uma pessoa maravilhosa, apesar de ter me feito cantar muito cedo! Ele foi garimpeiro, motorista de caminhão, era um batalhador. As primeiras posições do violão, o Chrystian aprendeu com ele. Esse foi o cara que lutou pela dupla. Depois de tantas tentativas de nos encaminhar no meio artístico, quando conseguiríamos realizar o grande sonho dele, que era o de formarmos uma dupla, ele faleceu. Ele só chegou a ver o Chrystian cantando em inglês, fazendo sucesso. A gente sente muito por ele ter morrido sem nos ter visto gravando em dupla. A nossa mãe, Eunice Jesus Silva, foi uma mulher extraordinária, excelente mãe, esposa. Ela fazia teatro infantil em Goiânia, tinha veia artística também!” (RALF)

– Irmãos – “O Chrystian é meu único irmão, mas nossa mãe criou a Kátia, o Zé Maria, a Madalena, a Maria Eunice, primos nossos que consideramos como irmãos.” (RALF)

– Goiânia – “Temos um carinho muito grande por nossa terra. É uma das cidades que mais nos recebe bem. No começo foi difícil, tanto que tivemos que vir para São Paulo, mas isso quando éramos pequenos. Agora, cada vez que voltamos lá é um auê, uma agitação!” (CHRYSTIAN)

– Fãs – “Temos uma relação de total cumplicidade com nossos fãs. Sentimos muito carinho e respeito. Eles são responsáveis pelo nosso ganha-pão. Como sempre dizemos, eles são o & do Chrystian & Ralf.” (CHRYSTIAN)

– Gravações em inglês – “No começo não sabia falar nada em inglês. Quando gravei ‘Don’t say goodbye’ foi o letrista que morava no Brasil quem me explicou o que significava cada frase e como deveria cantá-la. Só mais tarde quando gravei ‘Tears’ e estava contratado para cantar na França e na Holanda, é que comecei a ter aulas de inglês. Antes eu poderia estar até xingando minha mãe e nem sabia!” (CHRYSTIAN)

– Estúdio – “Começamos muito cedo, aprendemos muitas técnicas, essa foi nossa grande escola. Tenho um tesão muito grande por estúdio; é um dos melhores momentos da minha vida a gravação de um novo CD. Quando entro no estúdio, vejo aquele microfone, fecho os olhos e sinto cada letra que canto.” (RALF)

– Separação – “Nos separamos em 1999, porque com muitos shows e compromissos, sofremos um esgotamento físico e mental que desgastou nossa relação. Chegamos a um ponto em que só conversávamos sobre trabalho e nos esquecíamos de que éramos irmãos. Não havia mais vida pessoal. O pior foi quando o respeito acabou e começamos a nos desentender na frente de todos. Mas depois da separação, aprendi que existem coisas insubstituíveis em minha vida e o Ralf é uma delas. Sei hoje o quanto meu amor é grande por ele. ” (CHRYSTIAN)
“Foi ruim porque sofremos muito durante os dois anos de separação, mas foi muito bom porque serviu como reciclagem de som e de valores. Passamos por mudanças. Voltamos a valorizar nossa ligação.” (RALF)

– Música sertaneja – “A música sertaneja não tem segredos, é direta. O sertanejo não embroma para falar um ‘eu te amo’ no final da música. Ele já começa pegando a mulher pelo pescoço, abraçando; é mais direto, mais paixão.” (CHRYSTIAN)

– Novas duplas – “Acho que está vindo um pessoal bacana, de talento. Isso é importante para que as duplas já consagradas continuem a ter uma preocupação com a qualidade dos novos trabalhos.” (CHRYSTIAN)

– A dupla mais afinada do país – “É gratificante saber que a mídia nos elege como as vozes mais perfeitas. Só que, ao mesmo tempo, é um peso enorme que carregamos. É que você perde automaticamente o direito de errar.” (CHRYSTIAN)
“Em nossos shows, temos um cuidado todo especial. São feitos vários ensaios para que tudo saia conforme o planejado.” (RALF)

– Mídia – “Depois desses anos todos de dupla, percebemos que só podemos contar realmente com nós mesmos e com nosso público. Hoje, não somos dependentes de esquemas de mídia para aumentar o sucesso. Queremos sempre algo honesto, e temos feito isso. Não temos mais paciência para ouvir críticas que só visam nos prejudicar. Sabemos da nossa força.” (RALF)

– Vendagem – “Do início da dupla até agora vendemos mais de 15 milhões de discos. A gente não se liga muito em números, pois há tanta malandragem nesse meio, como a pirataria, que o que é divulgado nunca corresponde à realidade. Nossas músicas sempre foram muito executadas em todo o país, graças a Deus.” (CHRYSTIAN)

– Composições – “Tem de vir mesmo a inspiração. Eu não consigo sentar num lugar, pegar o violão e falar ‘vou fazer uma música romântica pra fulana’. Já fiz várias composições, inclusive, para outros artistas, como ‘Tarde Demais’, interpretada pela dupla Zezé Di Camargo & Luciano, ‘Quero Colo’, cantada por Leonardo. Podemos dizer que alguns dos maiores sucessos da dupla Chrystian & Ralf são composições minha e do Ralf, como ‘Saudade’, ‘Chora Peito’, ‘Ausência’, ‘Nova York’, entre tantas outras.” (CHRYSTIAN)

– Big Balls – “Em 1996 produzi uma banda de rock chamada ‘Big Balls’ e foi maravilhoso. Inclusive, no álbum ‘Sozinho em Nova York’, o Xando Zupo, guitarrista dessa banda, tocou em duas faixas e foi muito legal porque ele nunca tinha tido o menor contato com o tipo de música que fazemos.” (RALF)

 

FONTE: Site Oficial da dupla.

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